7 de mar de 2011

Passeio ao Sol



sinto um calor

ancorado em geometrias

que ruminam silêncio.

vago mouco

e descampado

numa doentia febre.

perdido e sem sombra

pergunto ao non sense

quem és?

pergunto pelo perpétuo

pelo oco,

e minha própria flama

revela uma resposta abissal

sobre o fogo imperecível

e o supor-se vivo,

adorável vertigem.