1 de jun de 2010




Sem o saber, um objeto último

Da primeira tarde da era

(que salva a tudo)

E de saia, uma graça!

Num céu vermelho, despetalando

como rosa – o mundo era salvo

por duas rodelas, fritando

anseiando uma pela outra

fazendo pedidos dissolvidos

no quente borbulhar de uma frigideira.



AR-TE-AR




Desde pintor era moleque.
Disto nunca passou.
Com suas borboletinhas
Borradas, preto e brancas
Que não levantavam vôo.
Ah, se fossem de plástico.
Quem dera tivessem cor.
Desde borboleta era o branco
de quem Deus costumava caçoar.
Mas era muito diante do pouco
E da vida, ainda por pintar.