8 de ago de 2010

Balé


À Marcela Reichelt


Com a tríade de Vênus
risca em pele
um relevo de enlevo,
um pulo.
Palas, pelo palco
em paz de corpo,
em pêlo.
Freme!
Inquieta-me mais,
tez que dança-se no breu,
que despe-se na luz
e renasce-se
na aurora sem brilho.
Liberta de todo riso,
apenas dissolve-se
num deslizo giocondiano.
Lança estacada um desvelo,
olhar de quem não se veste mais,
e retoma o eterno bailado de antes
eclipsado por detrás do escuro.

4 comentários:

djavan disse...

quem me dera a mim....

inocencio de melo filho-prof.inocencio@gmail.com disse...

Macela é fantástica fez brotar poesia em vc e em mim.Belo poema!!!

MOISÉS POETA disse...

ADOREI O SEU BLOG !
AQUI TEM POESIA DA BOA . VOLTAREI SEMPRE !

UM BEIJO GRANDE !

Alcântara. disse...

sim, é!

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